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Page history last edited by Gi 2 years, 4 months ago

 

 

 

BEM VINDOS AO MEU WORKS 

CARLA MAUS

 

 

 

Comments (3)

Gi said

at 2:36 pm on May 15, 2009

Olá Carla, tudo bem? Estava verificando o seu dossiê e observei que você ainda não postou seus relatos.
Você encontrou alguma dificuldade para realizar as atividades? Não esqueça, mesmo a distância, estou aqui para te auxiliar!!!Qualquer dúvida entre em contato. Abraços,Gi

carlanepead@... said

at 3:14 pm on Jun 12, 2009

Olá! Meu nome é Carla Rosane Maus!
Leciono há 24 anos no município de Novo Hamburgo e, anida não tive a "inclusão" propriamente dita, em minha sala de aula.
O que ctive foram alunos com NEE mas, sem laudo, ou seja, sejm diagnóstico; os launos tinham sim problemas de aprendizagem (lenta), ou seja, eram multirepetentes.
Em média, de 1986 a 1997, no município de Hovo Hamburgo, existiu as classes especiais nas escolas de ensino regular.
Acompanhei, em torno de três anos, o trabalho de uma professora da "classe". A colega se chama Lilian.E, aqui vou relatar a "nossa" história.
Na época eu era professora substituta e, algumas vezes tinha que ficar com os alunos da "classe", outras eu dava um apoio nas atividades que a colega fazia.
A classe especial tinha em média, 14 alunos com a idade entre 14 e 17 anos. Era realmente visível que os alunos eramportadores de NEE. Tinha alunos com síndrome de down, outros com deficiência mental e uma autista.
As aulas da professora Lilian eram muito diversificadas (as atividades). Quando eu assumia a "classe" ficava muito ansiosa pois, me sentia despreparada para atendê-los. Havia em mim uma ânsia de conhecimento e, uma exigência de aprender da parte deles.
Era "baixa" a parte cognitiva deles mas, em questão da sociabilidade eles se destacavam e, adoravam as aulas práticas, como: cozinhar (preparo de doces, bolachas e pães), faziam artesanato, cantavam músicas com acompanhamento de pandeiros e triângulos e, eram muito amigos em todos os momentos.

carlanepead@... said

at 3:14 pm on Jun 12, 2009

(continuação)
Na hora do recreio, eles brincavam somente entre si. Infelizmente, a "classe" era, por muitos, vista com preconceito. Ouvia de alguns professores, pais e até alunos que falavam que eles estavam ocupando lugar de outros alunos e, que o lugar deles era no APAE. Isto, realmente, me entristecia muito pois, como eu os acompanhava de perto, via neles potencialidades e, que a aprendizagem deles não era estática, como muitos pensavam, claro tudo dentro dos limites deles próprios.
Quanto a professora, ela procurava se especializar com cursos e, era incansável a sua luta, fazendo promoções, assim, angariava "fundos" para manter os alunos em passeios, bailinhos enfim, na tentativa de integrar mais e mais seus alunos na sociedade.
Porém, quando tudo parecia um sonho, a "classe" foi extinguida. Até hoje, eu pergunto:
__Onde e como ficaram os alunos daquela turma? talvez estejam no APAE, ou segregados dentro de suas casas? Quem sabe?
O término foi abrupto para mim e mais para a professora deles. Foi muito decepcionante, choramos juntas.

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